Pois é, para aqueles de vocês que ontem seguiam a emissão d'O Monstro e as Belas Noites, deixo este post para que não restem dúvidas:
FOMOS CALADOS!!
E fomos calados por razões completamente extra-programa/programação!
Mais adiante virei, com mais calma, explicar tudo tim-tim por tim-tim, para que toda a gente saiba o porquê do abrupto final de programa (e das emissões) de que foi vítima o Monstro ontem à noite.
Quero apenas dizer que a emissão estava a ser uma das mais animadas (se não a mais animada!), mas alguma razão oculta na mente das pessoas que detêm os direitos da RAA (e respectivos petizes mimados), levaram a que o Monstro, 5 minutos antes do horário programado para o final do programa terminasse abruptamente com a emissão e congelasse o projecto d'O Monstro indefinidamente.
Este post vem apenas dar uma breve explicação sobre o que realmente aconteceu ontem no estúdio.
Tendo iniciado o programa com 2 convidados, Belmiro Carvalho e Filipe Pais, dois homens do norte, com experiência no mundo da noite em diferentes perspectivas (como cliente e como responsável, respectivamente), a conversa foi animando.
Isto apesar de várias dificuldades técnicas com que nos deparámos durante a emissão, sobretudo no início, pois tinha sido solicitado com suficiente antecedência material que permitisse a entrevista, nomeadamente headphones para que os convidados pudessem acompanhar também a emissão.
Ora já durante a primeira hora de emissão tinhamos sido interrompidos pelo nosso vizinho de cima (que mais tarde viemos a descobrir que é o tal filho mimado do dono da rádio), quem nos veio advertir que estávamos a fazer muito barulho... (sim, o estúdio está, como vocês estão a imaginar, extremadamente bem insonorizado).
Educamente pedi desculpas ao senhor, e voltei para o estúdio, onde estavam os meus dois convidados a "segurar" a emissão; e isto aconteceu porque tantas vezes tocou a campainha do estúdio, e com tal veemência, que fiquei preocupado pensando que poderia ser algo grave. Como tal, não pude nem deixar música a tocar, tendo ficado durante esse minuto e pouco os convidados a falar.
Eis então quando se dá o momento que provocou tudo isto:
- O Monstro volta ao estúdio, volta a pegar na emissão, explica o sucedido, e educamente pede desculpas ao nosso vizinho, o Sr. A., cujo nome foi mencionado, sem mencionar nenhum apelido.
Tudo com apenas duas intenções:
a) Explicar e justificar perante a audiência o porquê daquele abandono abrupto do estúdio.
b) Para uma vez mais desculpar-nos perante o nosso vizinho, quem estava a sentir-se importunado pelo barulho que vinha do estúdio.
Ora, é preciso também dizer que, logicamente, o programa foi devidamente autorizado pela direção da RAA, tendo os horários sido informados. Aliás, como vocês bem sabem, inicialmente o Monstro tinha duas emissões semanais, tendo passado a apenas uma, e tendo inclusivamente reduzido a duração do programa de duas horas para apenas noventa minutos.
O programa, conforme tod@s vocês ouviram, estava a ser dominado por uma animada conversa, que sem entrar em más-educações nem brejeirices, tentava aos poucos introduzir o tema da noite a partir de uma maneira completamente diferente de abordar o assunto, algo que é um dos grandes ojectivos d'O Monstro.
Isso é ruído? Isso não é rádio? Isso não é comunicação?
Segundo o dono da rádio não. Tudo bem, a rádio é sua, faça dela o que quiser! Continue a emitir e a ter audiência de ranchos folclóricos da santa terrinha perdida nos confins dos montes (as tais dezenas de milhar de ouvintes que por si foram reclamados na breve explicação a que o Monstro teve direito...).
Continue a negligenciar a juventude, a deixá-la remetida a uma sociedade que só lhes dá aquilo que ela quer, e não aquilo que eles pretendem. Afinal de contas, são as pessoas com 60, 70 e 80 anos que o vão continuar a ouvir daqui a 20 anos, e que vão comprar todos os produtos dos seus patrocinadores, aqueles que o mantêm no ar.
Continue a ter na sua rádio apenas aquilo que quer, pois afinal de contas ela é sua (e espero sinceramente que um dia NÃO seja do queixoso vizinho de cima...). O senhor tem todo o direito de exigir que assim seja, e como tal, por isso o Monstro, naquele mesmo instante, decidiu terminar abruptamente com o programa, o projecto e com tudo aquilo que envolve.
É pena, porque na calha estavam programadas já para esta quarta-feira as gravações dos primeiros sketches d'O Monstro das Manhãs, que iriam ser emitidas diariamente no programa da manhã, por forma a aliviar um pouco o ambiente pesado e até aborrecido que as mesmas têm (não pondo nunca em causa a qualidade de quem as produz), uma opinião dada não pel'O Monstro, mas sim por quem faz esse mesmo programa.
É pena que o Monstro tenha que deixar de emitir porque um menino mimado ficou incomodado por ouvir que estavam três pessoas a conversar, a animar uma audiência, e fazer rádio de uma maneira diferente... e ele não!! Isso é triste mas é a realidade, porque foi a única explicação válida e lógica para o que aocnteceu.
Mas voltando ao sucedido ontem, como vocês puderam aperceber-se, por volta das 23h15-23h20, alguém entrou no estúdio. Eram (vim a saber mais tarde na conversa) o nosso vizinho de cima, acompanhado de um outro senhor mais velho, que se identificou como sendo o dono da RAA e pai do vizinho.
Este senhor -em todo o seu pleno direito, volto a repetir- "entrou a matar" na conversa, como se costuma dizer, pois sem ais nem uis, indicou que a rádio não servia para brincadeiras (ali ninguém estava a brincar, mas sim a comunicar de maneira animada. Pedimos desde já desculpa por não estar sempre com umas trombas que parece que acabou de nos morrer o canário...), e que muito menos servia para fazer pouco de ninguém, muito menos do filho dele!
Pronto, assim que esta frase foi proferida, tudo ficou claro e explicado. O filhinho foi fazer queixa ao papá, quem disse também que estava a ouvir a emissão (vá lá, tem uma rádio, e pelo menos tenta dar exemplo ao ouvi-la) e que não concordava de maneira nenhuma que O Monstro tivesse pedido desculpas públicas ao seu filhinho (Desculpe sim? Para a próxima tentarei borrifar-me para ele, e preocupar-me apenas comigo, está bem?). Exigiu que acabássemos já ali com o programa e indicou que no dia seguinte (ou seja, hoje) falaria com o director da rádio para resolver o problema.
Pois bem caro senhor, o seu problema foi resolvido apenas 5 minutos depois, pois como terá ouvido, o Monstro despediu-se da audiência tendo sido ontem efectuada a última emissão d'O Monstro E As Belas Noites na Rádio Águia Azul. E que fique aqui bem claro que fui eu quem decidiu acabar com tudo.
O Monstro foi intimado, é certo, a terminar com o programa na noite de ontem, mas a decisão de não voltar jamais aos microfones da RAA foi tomada ontem, unica e exclusivamente pel'O Monstro, de consciência tranquila.
Tranquila pois sei que apesar de muitas e muitas circusntâncias e atenuantes que não permitiram qualidade máxima em todos os programas, sei que dei sempre tudo o que tinha em cada momento para fazer com que vocês aí desse lado passassem momentos bem dispostos e agradáveis enquanto me ouviam.
Tranquila, porque sei que as justificações ontem alegadas pelo dono da rádio (chegou a falar-se de parca qualidade de programa) não são reais.
Não é um público com 60 anos que eu quero atingir, nem muito menos meninos mimados que ligam para o papá assim que o vento começa a soprar mais forte. Não quero fazer um programa igual a todos os outros que já andam por aí. Não quero fazer um programa de discos pedidos, cujos temas são baseados nos tops da tasca da estação de serviço de Santa-Vá-se-Lá-Saber-Onde-Fica-A-Aldeia.
Quero que as pessoas entendam aquilo que digo quando falo; quero saber que os mais jovens também têm um programa onde ouvem os problemas e as circunstâncias do seu dia a dia a serem faladas e discutidas. Quero, sempre que necessário, criar polémica e levantar assuntos de que normalmente se tem muito medo em falar.
Mas mais uma vez digo, a rádio é sua, faça favor!!!
Também não quero estar onde não sou bem-vindo, e fique sabendo que quem perde são vocês. Perdem @s ouvintes mais jovens que tinham, aqueles que serão, com quase toda a certeza, os vossos ouvintes do futuro.
Eu desde o primeiro momento que me predispus a fazer o programa sem receber nada em troca. Apoio logístico tive ZERO, e apenas numa ou duas circunstâncias, duas ou três pessoas me ajudaram. Tudo bem, nunca me queixei, nunca vos pedi nada, e só vocês, RAA, é que tinham a ganhar com O Monstro E As Belas Noites.
Por isso meus amigos, adeus e até à próstata.
Este blog vai ficar logicamente parado, pelo menos até o Monstro econtrar um novo poiso, novas paragens, desde onde poderá voltar a animar as vossas noites com uma maneira completamente diferente de fazer rádio com e para vocês.
O meu muito sentido e enorme obrigado a tod@s aqueles que me seguiram, desde Santa Maria da Feira até Moçambique, passando por Espanha, indo até ao Reino Unido, e por esse mundo fora.
Foi um prazer enorme partilhar estas horas de emissão com tod@s vocês e tenho a certeza que me voltarão a ouvir em breve, com ainda mais polémica, mais temas do vosso interesse, mais conversa fácil e animada, sempre a chegar até vocês da maneira mais simples e agradável: À VOSSA MANEIRA!! :)))
Até lá, até já!!
Abreijas e portem-se sempre de uma maneira monstruosamente divertida!!